Fome e sanções multiplicam naufrágios de pescadores norte-coreanos em águas japonesas

Fome e sanções multiplicam naufrágios de pescadores norte-coreanos em águas japonesas

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Escassez de alimentos empurra pescadores cada vez mais longe mar adentro apesar de suas frágeis embarcações. Em alguns casos, autoridades japonesas encontram ‘barcos fantasmas’ com apenas corpos; número de naufrágios bateu recorde em 2017.

A escassez de alimentos empurra os pescadores norte-coreanos a pescar cada vez mais longe mar adentro apesar de suas frágeis embarcações, o que gera inúmeros naufrágios em frente à costa do Japão.

Dezenas desses barcos de pesca de madeira, antigos e subequipados, naufragam ou ficam à deriva perto das ilhas do arquipélago japonês a cada ano.

A Guarda Costeira japonesa registrou em novembro 28 casos, um recorde mensal desde que começou a recolher esses dados, em 2014.

Em 2017, esse órgão socorreu 42 naufrágios, o que já constitui um recorde anual.

Às vezes, as autoridades navais apenas descobrem corpos – 16 ao longo do ano – nesses barcos à deriva que os marinheiros japoneses chamam de “barcos fantasmas”.

Os pescadores norte-coreanos “tentam desesperadamente cumprir com objetivos de pesca a cada ano mais volumosos”, explica à AFP Toshimitsu Shigemura, professor emérito da Universidade Waseda de Tóquio, especialista em Coreia do Norte.

Como seus barcos são “antigos e não têm muito combustível”, muitas vezes acabam ficando à deriva até chegar ao Japão, acrescenta Yang Moo-Jin, professor da Universidade de Estudos Norte-coreanos de Seul.

O fenômeno se amplificou devido à crise alimentar sofrida pelo país, consequência em parte do reforço das sanções internacionais consecutivas e dos testes nucleares e balísticos da Coreia do Norte, consideram os analistas.

“O racionamento alimentar se intensificou e agora um cidadão norte-coreano recebe apenas 300 gramas de alimentos por dia”, afirma Pyon à AFP.

G1

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