Estados Unidos rasgam acordo das Nações Unidas para migrantes e refugiados

Estados Unidos rasgam acordo das Nações Unidas para migrantes e refugiados

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Os Estados Unidos anunciaram que o país não pretende fazer parte do Pacto Mundial das Nações Unidas para os Migrantes e Refugiados. A Administração Trump considera que este acordo é incompatível com a política migratória pretendida por Washington.

Depois do Acordo do Clima de Paris, do Acordo Nuclear do Irão e da UNESCO, a Administração Donald Trump prossegue com os recuos em relação às organizações internacionais. A missão norte-americana na ONU anunciou que o país não fará parte do Pacto Mundial das Nações Unidas para os Migrantes e Refugiados.

“A missão norte-americana na ONU informou o seu secretário-geral que os Estados Unidos terminaram a sua participação no pacto mundial sobre a migração”, indica um comunicado revelado no sábado pela missão norte-americana.

A Administração Trump concretiza assim a saída da chamada “Declaração de Nova Iorque” para os refugiados e migrantes. Trata-se de uma convenção adotada por unanimidade pelos 193 membros da Assembleia Geral da ONU em setembro de 2016 que visa melhorar a gestão internacional dos movimentos de refugiados e migrantes.

Com base nesta declaração, o Alto Comissariado para os Refugiados foi mandatado para propor um pacto mundial sobre migrantes e refugiados no seu relatório anual à Assembleia Geral em 2018. Este pacto deve assentar sobre dois eixos: definição de um quadro de respostas a serem dadas e um programa de ação.

“A Declaração de Nova Iorque envolve várias disposições que são incompatíveis com as políticas norte-americanas de imigração e de refugiados e os princípios decretados pela Administração Trump em matéria de imigração”, justifica o comunicado da missão dos Estados Unidos na ONU.

“Assim, o Presidente Trump decidiu terminar a participação dos Estados Unidos na preparação do pacto que visa obter um consenso na ONU em 2018”, acrescenta.

Apesar da saída, a embaixadora do país na ONU insiste que os Estados Unidos “têm orgulho no seu legado em matéria de imigração e na sua liderança no apoio às populações migrantes e refugiados em todo o mundo”.

“Nenhum país fez mais que os Estados Unidos e a nossa generosidade vai manter-se. Mas as nossas decisões sobre políticas de imigração devem sempre ser tomadas pelos norte-americanos e apenas pelos norte-americanos. Decidiremos qual é a melhor maneira de controlar as fronteiras e quem será autorizado a entrar no nosso país”, disse, em comunicado.

EUA isolados

Desde que entrou em funções, em janeiro de 2017, Donald Trump tem feito Washington recuar numa série de compromissos internacionais assumidos pelo seu antecessor na Casa Branca. Os Estados Unidos são o único país do mundo a não querer participar no Acordo de Paris, o documento assinado em 2015 para combater o aquecimento global.

A Casa Branca anunciou já também quer irá sair da Unesco, a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura que Trump acredita ser pouco favorável a Israel.

O Presidente dos Estados Unidos é ainda dúbio quanto ao acordo nuclear com o Irão, documento assinado em 2015 e que pretende assegurar que Teerão faz apenas um uso pacífico do nuclear. Donald Trump considera que o Irão não está a respeitar o acordo, uma postura vista como um primeiro passo para que Washington rasgue o documento.

Desde que entrou em funções, em janeiro de 2017, Donald Trump tem feito Washington recuar numa série de compromissos internacionais assumidos pelo seu antecessor na Casa Branca. Os Estados Unidos são o único país do mundo a não querer participar no Acordo de Paris, o documento assinado em 2015 para combater o aquecimento global.

A Casa Branca anunciou já também quer irá sair da Unesco, a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura que Trump acredita ser pouco favorável a Israel.

O Presidente dos Estados Unidos é ainda dúbio quanto ao acordo nuclear com o Irão, documento assinado em 2015 e que pretende assegurar que Teerão faz apenas um uso pacífico do nuclear. Donald Trump considera que o Irão não está a respeitar o acordo, uma postura vista como um primeiro passo para que Washington rasgue o documento.

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